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vai, vem, vai, vem...

E há de chegar o dia em que olharei para estes textos e direi a plenos pulmões: Puta merda! Que coisa ridícula! Será que vai ser amanhã ou foi ontem e não percebi?

domingo, julho 01, 2007

Surpresa! surpresa?

Obcecadas leitoras,

sinceramente, se vocês ainda resolveram conferir esta página mesmo depois de um mês e meio sem nada escrito, sugiro que procurem ajuda médica... vossa atitude deixa de ser mera curiosidade e transforma-se numa prova cabal de que são verdadeiras stalkers.

Ok... estão avisadas. Mas já que aqui estão tenho certeza de que não vão embora sem ler o restante deste post, certo?

Era para ser simples, natural, sem dúvidas ou hesitações... Os sinais, as situações, tudo parece fazer sentido: na teoria. Talvez por sorte, um lado absolutamente racional procurou indicações que refutassem a hipótese inicial. Um pouco de sinceridade, a deep breath e... ... ... ainda bem (só dessa vez) que optou-se pela precaução; ser afobado só ia complicar tudo. Depois, uma pausa, as cartas na mesa e duas caras confusas. Por mais que isso elimine alguma graça que exista na dúvida, por outro, já evita que essa mesma dúvida me tire o sono. A partir de agora qualquer nova conversa ou atividade terá algo diferente, afinal, a situação é nova... mas estranha...

Se é que os convites e desafios continuarão a vir ou ser aceitos, afinal... não vai ser mais preciso ler a mente de ninguém. Mas será que só eu imaginei coisas... não aprece muito provável. Mas pessoas são diferente, certo?

Esta situação também não era a tradicional; conhece mas não conhece; parece mas não é... ou será?

Mas que eu vi um rápido brilho nos olhos eu vi... (ou teria sido apenas a iluminação?) E agora fico curioso para ver se aquele ollhar voltará a acontecer.

Talvez tudo pareça ter pouco sentido, mas creio que tenham um QI acima de 25 para entender. Caso não compreenda, ou, pior, se pensa que sabe sobre o que se trata, não perca seu tempo. As letrinhas estão aqui somente para organizar minha cabeça enquanto não converso com meu "personal-conscience". Até lá, continuo escrevendo estas bobagens.

Ps: maldito trade-off entre afobação e dúvida...
Ps2: o título é um substantivo seguido por um adjetivo.

Música: uma bem legal que está para ser tocada, um dia, pela pseudo-banda.

Sunshine of your love - Cream

It's gettin' near dawn,
When lights close their tired eyes.
I'll soon be with you my love,
To give you my dawn surprise.
I'll be with you darling soon,
I'll be with you when the stars start falling.

I've been waiting so long
To be where I'm going
In the sunshine of your love.

I'm with you my love,
The light's shinin' through on you.
Yes, I'm with you my love,
It's the morning and just we two.
I'll stay with you darling now,
I'll stay with you till my seeds are all dried up.

I've been waiting so long
To be where I'm going
In the sunshine of your love.

segunda-feira, maio 21, 2007

Como assim?!

Prezadas Leitoras,

difícil de acreditar que ainda estejam aí. Depois de ter desvinculado o endereço desta página do perfil no orkut, apenas velhos - digo - velhas - digo - vividas leitoras continuarão perdendo seu tempo por aqui.

Como? Ela, namorando?! Como?! Ah, deixa pra lá... foi apenas um comentário aleatório sobre um amor platônico.

Voltando à realidade, as útlimas colunas do João Ubaldo Ribeiro estavam divertidíssimas. Ele parece estar absolutamente de saco cheio e não deixa passar uma sem que use da ironia para criticar Nosso Líder e seus seguidores (devotos, talvez).

Talvez volte a dedicar alguns minutos para escrever umas bobagens. Tempo não falta. A espera deste ano é infernal, mas, indubitavelmente, meu cenário preferido da aposta do "longo ano de 2006" (parafraseando Hobsbawn) que só terminou no dia 21 de março de 2007. Em alguma pausa no estudo talvez apareçam umas linhas por aqui.

Estranho voltar a falar com amigos de quando se tinha 9 anos... primeiro porque as duas partes querem se falar (será?), mas só têm umas vagas lembranças do que acontecia. Também não é de se esperar que venham a ter os mesmo papos da época... não, realmente não acredito que "família dinossauro" seja um tema em pauta.

Uns mudaram completamente, outros continuam com a mesma cara. Filosofal, não? Aliás, 30% dos novos antigos contatos está em filosofia ou ciências sociais... aparentemente, um número de impressionar.

Já chega... ainda há muito o que dizer, mas não hoje.

Música: Zeca Pagodinho - Fiquei amarrado na sua blusinha
(
Creio que não seja composição dele, mas a letra é divertidíssima. O jogo de palavras também.)

sexta-feira, abril 27, 2007

Bem devagar...

Pode ser conseqüência da febre. Talvez a forma com que tudo está evoluindo. Quem sabe, o efeito colateral de algum beijo... Não importa. O fato é que uma repentina vontade de escrever algumas bobagens nesta página surgiu subitamente. Temas: alegres, só para variar um pouco.

Agindo racionalmente, não faria muito sentido acreditar que tenha futuro, mas... mas... mas... não adianta tentar convencer alguém que não tem a menor intenção de mudar de idéia. Para todo problema que se revela, são apenas dois (bem grandes), surge um plano de ação capaz de minimizá-lo.

O primeiro definitivamente pode ser vencido... basta pagar pela minha língua ao dizer que nunca me ocorreria a situção de ter que atravessar a ponte. De fato, não tenho, mas, definitivamente não dá para ir a pé. As reservas petrolíferas vão durar pelo menos até 2050, sem falar da possibilidade de biocombustíveis. Está safo!

Porém, se fosse fácil não teria graça... eis que surge uma dificuldade incomparavelmente maior: uma relação familiar perfeitamente normal (empiricamente só posso concluir que a calma na casa deste que vos escreve deve ser o desvio da reta, portanto, a anormalidade), que forçou um amadurecimento mais rápido, um pouco incompleto, e a opção/necessidade de vínculos que parecem ter caducado e que em algum momento precisarão ser rompidos. Mas ainda é cedo para saber se, quando ou como ocorrerão.

Da mesma forma também seria cedo para se preocupar com o segundo problema, mas algo está diferente. Em particular, está indo bem demais para ser verdade (prepare o pote de superbonder, porque a aposta é alta). Porem, por mais unusual que pareça, foi a primeira vez que a seguinte frase me veio à cabeça: "cara, eu estou vivendo!" certamente seria injusto acreditar que todos os outros dias não foram também viver, mas esses estão bastante diferentes. Podem ser apenas as "histórias para contar para os seus netos", ou mais importantes, aquelas para contar para si mesmo: alguns dias para lembrar dos seus 22 anos.

Tudo está tranqüilo demais, a ponto de gerar algum receio. A grande aposta do ano passado deu certo; não há mais porque procurar enlouquecidamente por um concurso para o BACEN, BNDES, Petrobras... é só esperar... mas na prática, sempre fica a dúvida: e se der errado? Plano B, C, D... Estavam planejados, mas parecem que estão furando. A diversão acadêmica não estava trazendo sorrisos; a outra pós parece que não vai atingir o número mínimo de clientes (digo, alunos); descobri que meu cérebro é incapazde aprender duas línguas novas simultaneamente;
Muitas opções parecem ter ido pelo ralo, mas certamente restam duas: as finanças e continuar estudando o que mais me agrada. Não contam bem como uma alternativa, mas potencializam ganhos caso tudo continue seguindo o percusro mais provável.

Depois desse ajuste na minha própria mente a respeito do que fazer este ano, pode-se voltar aos momentos memoráveis dos 22 anos. Parece bem razoável que essa situação atípica esteja sendo meio que um momento para colher parte do investimento feito desde pequeno, bastante intensificado ano passado, que deve dar frutos para toda a vida. Não seria um ano sem compromissos (longe disso!), mas com foco maior em atividades não ortodoxas, também necessárias para se perceber que está vivendo.

Provavelmente o agregado destas atividades, somado às pequenas mudanças na forma de agir que já vinham se processando desde a primeira "ex" tenham começado a dar algum fruto. Mas como um pouco de cautela nunca é demais, acho melhor também levar um pouco de durepox comigo.

Melhor pular a parte das qualidades. Está implícito que existem, pois um ateu hedonista não acredita em sofrimento como forma de atingir um plano superior. Mas o nariz... e aquele piercing...


Ps: meio decepcionante o show do Evanescence. Parece que foram lá só para finalizar a volta pelo Brasil... ou talvez tenha sido por causa das garotas que berravam atrás da minha cabeça. Creio que não tenham sido avisadas que não havia vagas abertas para vocalista. Sem microfones conseguiam vencer as caixas de som!

Música: bem bonitinha... deve ser culpa da febre...

Bem Devagar - Caetano Veloso
(composição: Gilberto Gil)

Sem correr
Bem devagar
A felicidade voltou para mim
Sem perceber
Sem suspeitar
O meu coração deixou você surgir
E como o despertar depois de um sonho mau
Eu vi o amor sorrindo em seu olhar
E a beleza da ternura de sentir você
Chegou sem correr
Bem devagar
Amor velho que se perde
Sai correndo para outro ninho
Amor novo que se ganha
Vem sem pressa, vem mansinho

domingo, abril 15, 2007

Vai entender esse mundo...

Prezadas leitoras,

Esquaçam o post anterior. Em 6 horas pude ver que não valia a pena aquele estresse (ou reflexão, chame como quiser). O que era para ser um dia de mau humor está bem longe disto, mesmo contra todas as expectativas. Nada que um churrasco atípico possa explicar. Mas o fato é que explica e mostra que há muito mais coisas do outro lado da montanha. Não deve durar até amanhã... mas já mostra que existe e ponto

Música: uma que estavam tocando lá...

Meu Erro - Os Paralamas Do Sucesso

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas
Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou

(chorus)
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria
Ah meu Deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás

(chorus)

Não foi você quem quis saber?

E não é que a história se repete... obviamente teve suas peculiaridades, mas em linhas gerais, tudo aconteceu da mesma forma. Não há forma melhor de resumir isso do que uma musica que gosto muito do Chico Buarque:

Aquela Mulher - Chico Buarque

Se você quer mesmo saber
Por que ela ficou comigo
Eu digo que não sei
Se ela ainda tem seu endereço
Ou se lembra de você
Confesso que não perguntei

As nossas noites são
Feito oração na catedral
Não cuidamos do mundo
Um segundo sequer
Que noites de alucinação
Passo dentro daquela mulher
Com outros homens, ela só me diz
Que sempre se exibiu
E até fingiu sentir prazer
Mas nunca soube, antes de mim
Que o amor vai longe assim
Não foi você quem quis saber?



Obviamente no primeiro momento a música parecia mais interessante e até seria algo factível. O estranho é ver que aconteceu da mesma forma, com uma pequena mudança: desta vez não era mais o que canta; apenas escuto as palavras. Poderia nem saber disso, mas, afinal, "não foi você quem quis saber?".

Tudo poderia ter sido diferente? Talvez sim. Se as informações tivessem sido colocadas na mesa antes, seria possível ver que algo poderia não estar como parecia: Muito bem.

Uma pena, não sei ler pensamentos.

Uma pena, tudo aconteceu igualzinho: "é divertido passar um tempo com o amigo", "é divertido passar mais tempo com o amigo", "coincidência de lugar"... mas, calma ae, teve uma pequena diferença: eu esperei o efeito do álcool passar.

Agora, 1 ano parece melhor do que 6 meses. Triste ver que este que vos escreve é um otimista, que pensava o problema estar em 6 meses ao invés de 4 semanas. Ilusão... Otimismo... Por que não pensou que a história não se repetiria?

Decepcionante e ponto, espero que final.

domingo, abril 08, 2007

another turning point...

Será o fim do passatempo acadêmico? O que era para ser parcialmente divertido e um ótimo plano B não está se mostrando nada agradável.

Não há o menor interesse em continuar seguindo algo cuja possibilidade de terminar está se mostrando cada vez menor. Soma-se o fato de nenhuma afinidade com uma das matérias escolhidas e até alguma decepção com a dificuldade em aprendê-la, que só diminui a vontade de estudá-la. Sem contar com a considerável perda do tesão por Economia, se é que algum dia realmente foi tão forte assim (ao olhar a foto da formatura, foi fácil constatar ser o único com menor interesse pela economia que não foi para o mercado financeiro. Todos os que realmente gostavam, foram para as pós de algum lugar... talvez explique parte da falta de interesse. Vai ver nunca foi tão robusto).

Por outro lado há a possibilidade de estudar para uma nova prova, diretamente relacionada com a atual/futura área de atuação. Seria a chance de aprofundar o conhecimento adquirido desde março do ano passado (uma matéria que certamente provoca mais interesse em estudar e satisfação ao fazê-lo). Isto certamente aumentaria as chances de passar novamente, e talvez para algum lugar mais próximo, porém eliminaria o não tão certo plano B.

Escolha difícil. Será que dessa vez realmente vale a pena tomar os mesmo riscos do ano passado? E se, por algum motivo obscuro não for realmente o que se espera? Seria um perder mais um ano e meio, restando apenas os concursos públicos. Há de se reconhecer que essa realmente seria uma opção profissional bastante frustrante, mas não mais do que a Economia tem parecido ser no momento.

Esse ano e meio de espera pode acabar sendo enlouquecedor se não forem escolhidas opções alternativas para "ocupar" o tempo, assim como tem sido o mestrado. Porém, não se pode negar que o atual curso stricto sensu está sendo uma forma de passar o tempo, talvez até menos produtiva do que poderia ser. Por que não investir este tempo que ainda resta em outras línguas (alemão e, ou espanhol, ou mais inglês)? Obviamente, somado ao estudo intensivo para a próxima prova. No momento também valeria a pena alguma pós lato sensu, em alguma área que realmente venha a ser utilizada no futuro próximo, com cenário favorável.

Mais alguns dias para pensar sobre o assunto e decidir. No momento, a probabilidade de mudança nos planos está consideravelmente grande. Será?

Sério demais para músicas.

sábado, abril 07, 2007

Fatos aleatórios, ou não.

Estimadas Leitoras,

engraçado. Elas estão com suas fotos lado a lado na página daquele turco maluco. Talvez engraçado não seja a palavra certa... quem sabe, conveniente, pois podem ser puladas de uma só vez. Nenhum dos ciclos parece ter chegado ao fim. Da primeira vez demorou 45 dias, mas agora acredito que durará exatos 20 dias. Qualquer segundo além dos contidos neste prazo seria perda de tempo, pois nada mais poderá ser feito por meio ano. Teoria apenas.

Limpando o armário é inevitável encontrar peças de um passado tão pouco distante. Foram bilhetes, rascunho de cartões (sim eu realmente tinha escrito um) e uma simples entrada de cinema, "doze é demais" no dia 07/01/06, foi capaz de trazer lembranças exatas desta data. Não convém descrevê-las, mas foi espantoso como algo tão específico, num programa tão "família" pôde surgir novamente com tamanha intensidade. Foi realmente bom por uns 2 segundos, até vir uma outra lembrança muito mais recente (de 3 dias atrás), também sob a forma de imagem, mas estática: uma foto (quem mandou levar jeito para pesquisar? babaca). Estragou tudo. Mas só faltam 480 horas e (in)felizmente no último dia já não estarei mais por perto. Será o primeiro de 5 dias de treinamento para monitor.

Em qualquer um dos casos: Da próxima vez, antes de mergulhar de cabeça (o que não deixará de acontecer), olhe para baixo e procure por pedras mais macias. Além disso, não esqueça do superbonder, para remontar a cara mais rápido.

Agora assuntos mais agradáveis: Também limpando o armário, dei de cara com inúmeras camisas que estavam abandonadas. Não por serem feias, mas por serem lagas demais. Após testes, quase todas voltaram para o armário como prontas apra uso. Ou elas encolheram para se ajustar aos ombros, ou os ombros cresceram um pouco para caber na camisa. Como a barriga certamente não aumentou, qualquer um dos resultados foi positivo.

Realmente deixaram a bicha solta na produção de "300". Os tais 300 levavam o maior jeito de freqüentadores da sauna gay, o Xerxes parecia um destaque de escola de samba, a cena em que ele fica por trás de Leônidas e coloca as mãos em seus ombros parece um verdadeiro exame proctológico (sem o uso de dedos!)... Mesmo relevando todo o lado mítico que estava claro desde o início, não há como negar que deram carta branca para a bicha. Contudo, deve-se reconhecer que não faltou sangue e as cenas das lutas em slow motion ficaram muito legais, embora ficasse bem evidente que não era dado um enfoque global, mas apenas para a ação de um ou dois soldados por vez. Mesmo assim, excepcionais.

"Two and a half men" parece estar tomando o lugar de "Seinfeld" no computador, pelo menos até os episódios acabarem. O primeiro só tem 3 temporadas disponíveis, enquanto o último oferece 6 temporadas completas. No momento não há como negar que este que vos escreve se identifica mais com Alan do que com Jerry. Mas as horas continuam a correr e aí então: ou Alan evolui (o que acredito só ocorrer na terceira temporada - estou no início da segunda) ou Jerry voltará a assumir seu posto de maior semelhança, porque não vai ser o autor que continuará da mesma forma. Estejam certas que não.


Música: Closing Time - Green Day

Closing time
time for you to go out, go out into the world.
Closing time
turn the lights up over every boy and every girl.
Closing time
one last call for alcohol,
so finish your whiskey or beer.
Closing time
you don't have to go home
but you can't stay here.

I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
Take me home...

Closing time
time for you to go back to the places you will be from.
Closing time
this room won't be open 'til your brothers or you sisters come.
So gather up your jackets, and move it to the exits
I hope you have found a friend.
Closing time
every new beginning comes from some other beginning's end.

Yeah, I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
Take me home...

Closing time
time for you to go back to the places you will be from...

I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
I know who I want to take me home.
Take me home...

Closing time
every new beginning comes from some other beginning's end...

domingo, abril 01, 2007

Convencendo paredes.

Estimadas leitoras,

não seria a retórica uma das mais divertidas atividades já criadas (excluídas aquelas com trocas de fluidos)? Utilizar, induzir e aproveitar as próprias idéias do 'oponente' com o intuito de mostrar que o seu ponto de vista é o correto. Disse correto, não necessáriamente verdadeiro. Logicamente, a questão principal não está em torno do verdadeiro ou falso, pois argumentações geralmente começam por diferenças no ponto de vista sobre algum assunto. Cada parte tem a sua opinião ou teoria, que pelo já antigo método científico, continuará válida até prova em contrário, que, por sua vez, não dará fim à discussão, pois ainda é passível de ser refutada.

Divertido, enriquecedor, uma ótima forma de passar o tempo. Desde que seu interlocutor não seja ou aja como uma porta. Neste caso, qualquer argumento parece ter o mesmo efeito de um belo discurso para uma parede, sugerindo que esta mude de cor com alguma expectativa de ser atendido (por que azul? verde é tão mais bonito...).

Chega a ser decepcionante ver que algum motivo não conhecido (ou revelado) acabe com qualquer expectativa de racionalidade nas respostas após cada conclusão irrefutável - obviamente irrefutável até que outro argumento melhor fundamentado seja capaz de derrubar o que ainda resiste. Tende a lembrar respostas infantis: "não, porque não!", "agora já foi, não muda mais". Patético.

Talvez a insatisfação esteja em ver que a racionalidade perde o seu valor quando convém. Adota-se a prática de "vista grossa", "miopia" e "idéias fantasiosas": para todas estas sempre há uma alternativa lógicamente contruída capaz de indicar que não fazem sentido, contudo, são ignoradas e descartadas com mais argumentos falhos, num ciclo que parece não ter fim.

É uma pena ver que mesmo em posse de bons argumentos "as paredes" só sairão desta condição após o passar do tempo, quando vierem os anunciados rabiscos e infiltrações. Será tudo uma questão puramente estatística,na qual o evento irá ocorrer com probabilidade próxima a 1, porém, sem data marcada. Até lá, porém, fica a decepção em ver que palavras bem arranjadas não são capazes de mudar a cor das paredes. Principalmente se elas pensam como portas.

"It is impossible to defeat an ignorant man in argument." (William G. McAdoo (1863-1941))

Ps: seria impróprio não citar que ainda existe a probabilidade de o evento nunca ocorrer, embora na opinião de quem defende a causa seja muitíssimo baixa. E tendo as duas possibilidades nas proporções citadas anteriormente, quem em queda livre deixaria de puxar a corda do pára-quedas, por medo de que ele não abra?

Ps2: gostei deste sofisma na última frase. E vou deixar os comentários abertos novamente para interpretações sobre onde e porque tem um sofisma no parágrafo anterior.
Música: Alanis Morissette - Ironic

An old man turned ninety-eight
He won the lottery and died the next day
It's a black fly in your Chardonnay
It's a death row pardon two minutes too late
Isn't it ironic ... don't you think
Chorus

It's like rain on your wedding day
It's a free ride when you've already paid
It's the good advice that you just didn't take
Who would've thought ... it figures

Mr. Play It Safe was afraid to fly
He packed his suitcase and kissed his kids good-bye
He waited his whole damn life to take that flight
And as the plane crashed down he thought
'Well isn't this nice...'
And isn't it ironic ... don't you think
Repeat Chorus


Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face

It's a traffic jam when you're already late
It's a no-smoking sign on your cigarette break
It's like ten thousand spoons when all you need is a knife
It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic... don't you think
A little too ironic... and yeah I really do think...
Repeat Chorus


Life has a funny way of sneaking up on you
Life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out