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vai, vem, vai, vem...

E há de chegar o dia em que olharei para estes textos e direi a plenos pulmões: Puta merda! Que coisa ridícula! Será que vai ser amanhã ou foi ontem e não percebi?

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Tic Tac Tic Tac

Estimadas leitoras,
Meu tempo está acabando... são só mais 4 dias. Calma, eu não vou morrer! Minha preocupação refere-se ao pouco tempo que tenho para fazer tantas coisas antes de viajar. Cada dia parece uma corrida, certas horas um tanto quanto angustiante, contra o relógio. Não quero desperdiçar momento algum, mas tenho que aceitar certos períodos de uma espera inevitável, em que ansiedade e impaciência tornam-se minhas malditas companheiras e de cuja presença não consigo abster-me. A sensação de impotência em relação a certos temas que não dependem somente de minha vontade deixam-me ainda mais angustiado, desviando a atenção de atividades produtivas para a busca de soluções para uma dúvida que não permite respostas diferente da espera.

mudança de rumo no post... minha espera acabou... nesse momento, estou levando um fora por msn... como eu prefiro recebê-los ao vivo... é mais fácil de assimilar, resolve-se qualquer dúvida.

Bom, os dias de impaciência, como num passe de mágica se tornaram em vontade que passem o mais rápido possível. Não vejo a hora de ir para Brighton e me ocupar com outras coisas, pessoas e em outro idioma. Vais ser melhor.

caramba... mudança brusca demais pra uma noite. Continuo amanhã, já que agora, correr, amigos e este blog serão meus passatempos até o dia 5.

Música: nenhuma. não quero me deprimir mais.

domingo, janeiro 30, 2005

Parabéns para mim!

Queridas leitoras,
esse post é o ápice da minha falta de fazer. Hoje, dia em que completo minha segunda década de vida, procuro algo para fazer e nada encontro... pensando bem, acho que não me encontram, ou melhor, (ela) não me encontra. Eu jogo corro contra o relógio. Tenho tantas coisas para fazer e uma em especial, que se não tiver um "happy ending" até o dia 4, será quase que o fim de qualquer esperança. Bom mas deixa isso para lá, porque eu já pensei demais sobre este tema e espero que tenha recebido os pensamentos recíprocos... Somente poderei confirmar se realmente ocorreu se fizer algo um tanto contraditório para minha atual situação: dando tempo ao tempo (mas acho melhor só dar um pouquinho de tempo, ou então posso deixar o trem passar).

Modificando o tema por um instante, tive a certeza de que o meu motivo para sentir tanta tristeza durante o ano passado, desde umas duas semanas após o 14 de março, chegou ao fim. Foi incrivelmente bom receber uma ligação inesperada de parabéns e não saber quem estava falando. Sua voz já me era estranha e somente após uma pequena gafe acabei eliminando outras pessoas de quem esperava uma ligação de felicitações. Isso acabou por me revelar que já a esqueci em pontos importantes... detalhes bastante particulares que somente eu conhecia, tanto em sua forma física, como em sua personalidade, já foram esquecidos, deixando enterrados certos segredos que, antes, tanto me fizeram feliz. Estes podem ainda estar passíveis de ser descobertos por outro(s), que talvez nunca venham a conhecê-los como eu, mas que ao contrário da minha pessoa, o querem revelar. Estou certo de que nunca conseguirei esquecer tudo o que passou e nem é esse o meu objetivo, uma vez que do jeito que se passaram esses 2 anos e meio, seria o mesmo que esquecer de como vivi esse período.

Mas não posso negar que foi um ótimo presente de aniversário perceber que a minha vida se separou por completo da dela. Percebo que não me importa mais querer saber o que ela pensa ou como vive; não me importo mais se ela vai ler o que foi escrito ou se vão contar para ela; não sinto mais a necessidade de escrever calculando qual será a reação dela, ou tentando eliminar algum detalhe que ainda fosse relacionado a um traço dela que estivesse envolvido em minha vida. Percebo que isso não faz mais parte do meu presente, é passado, somente isso, passado.
Não nego que estive evitando o contato ao máximo. Acho que foi por insegurança, medo de ter alguma recaída de tristeza, ou tentativa de apagar qualquer lembrança. Mas hoje vi que já estou livre deste receio e algum distanciamento talvez esteja relacionado a outros motivos.

Resumindo, em relação a ela, sinto-me apenas como detentor de boas (e más) lembranças, mas sem qualquer outra herança em meu ser que não sejam lembranças. Os traços dela que estava misturados em minha vida não mais estão presentes em mim e, o melhor, é que não tive o menor esboço de interesse para saber se os meus traços ainda continuam nela; isto simplesmente não é mais do meu interesse.

Após reler tudo o que escrevi, posso concluir este post, sentindo-me extremamente feliz e ansioso pelo que tenho que fazer amanhã. Mas isso já é tema para uma outra história...

sugestão de música: Norah Jones e Dido, em geral (it couldn´t be smoother).


quinta-feira, janeiro 27, 2005

Puzzled

Minhas caras leitoras,
somente o título é em inglês, em especial pela falta de palavra que consiga traduzir com perfeição como me sinto: completamente puzzled. talvez venha a existir uma palavra a altura, mas não é apenas o sentido que me interessa. O contexto em que fiquei assim também conta por demais e talvez não me permita aceitar outra palavra como "confuso"... Mas deixemos a explicação do título, que já fez a sua parte, para lá e vamos ao que (também) interessa.
Acredito que alguma vez na vida vocês já tenham cozinhado... vamos supor... biscoito. Para conseguir completar seu objetivo, fazer o biscoito, precisa-se de alguns ítens básico: a receita; os ingredientes; o contato com a massa e, por fim, um forno para aquecer tudo. Agora que estão todas as cartas na mesa, passemos para a tarefa detalhada.
Primeiramente, você deve descobrir a receita (com alguém ou por conta própria, dependendo do seu grau de descolamento); com o papel da receita na mão, segue-se o que nela está escrito; neste momento entram em cena os ingredientes, sem os quais, de nada vale uma receita. Não se deve esquecer de colocá-los na ordem correta, com calma, para não esquecer de nada. Cada ingrediente é importante e deve ser adicionado com esmero: primeiro vem a farinha, que irá conduzir tudo até o final da empreitada; depois uma... não, acho melhor duas colheres de açúcar, na dúvida, faça com que a massa receba as duas, ela vai preferir. Acho que um pouco de chocolate também fica legal, e de preferência chocolate branco com preto, para que o gosto fique mais refinado. Feito isso, vem a etapa do contato com a massa, no qual, se é capaz de mostrar que o modo fácil da batedeira de nada serve para tal receita, afinal, estamos fazendo biscoito, não bolo. Interaja com a massa, de forma que o calor de suas mãos já inicie o processo de cozimento, derreta bem a manteiga, que ainda pode estar meio dura do lado esquerdo, e prepare o conjunto para a última etapa. Como derradeiro ato, basta deixar tudo o que foi feito anteriormente no forno, ou seja, dar tempo para que tudo saia do jeito que costuma sair. Se quiser, vá conversar com alguém, ver um filme... sei lá, faça qualquer coisa que te deixe confortável na espera.
É imediatamente após este momento que fico completamente puzzled; qual é o sentido de realizar tudo o que foi descreito acima e não experimentar o biscoito?
Não nego que todo o processo até o momento final foi ótimo, afinal, fazer biscoito é legal. Isso me dá vontade de fazer tudo novamente, tendo certeza de que será a mesma receita. Mas ainda assim, não consigo entender qual foi o sentido de ter seguido todas as intruções e ter deixado a obra no forno... Será que tal receitá é feita em dois momentos e ainda está inacabada, ou SER� QUE FALTOU SAL?