Parabéns para mim!
Queridas leitoras,
esse post é o ápice da minha falta de fazer. Hoje, dia em que completo minha segunda década de vida, procuro algo para fazer e nada encontro... pensando bem, acho que não me encontram, ou melhor, (ela) não me encontra. Eu jogo corro contra o relógio. Tenho tantas coisas para fazer e uma em especial, que se não tiver um "happy ending" até o dia 4, será quase que o fim de qualquer esperança. Bom mas deixa isso para lá, porque eu já pensei demais sobre este tema e espero que tenha recebido os pensamentos recÃprocos... Somente poderei confirmar se realmente ocorreu se fizer algo um tanto contraditório para minha atual situação: dando tempo ao tempo (mas acho melhor só dar um pouquinho de tempo, ou então posso deixar o trem passar).
Modificando o tema por um instante, tive a certeza de que o meu motivo para sentir tanta tristeza durante o ano passado, desde umas duas semanas após o 14 de março, chegou ao fim. Foi incrivelmente bom receber uma ligação inesperada de parabéns e não saber quem estava falando. Sua voz já me era estranha e somente após uma pequena gafe acabei eliminando outras pessoas de quem esperava uma ligação de felicitações. Isso acabou por me revelar que já a esqueci em pontos importantes... detalhes bastante particulares que somente eu conhecia, tanto em sua forma fÃsica, como em sua personalidade, já foram esquecidos, deixando enterrados certos segredos que, antes, tanto me fizeram feliz. Estes podem ainda estar passÃveis de ser descobertos por outro(s), que talvez nunca venham a conhecê-los como eu, mas que ao contrário da minha pessoa, o querem revelar. Estou certo de que nunca conseguirei esquecer tudo o que passou e nem é esse o meu objetivo, uma vez que do jeito que se passaram esses 2 anos e meio, seria o mesmo que esquecer de como vivi esse perÃodo.
Mas não posso negar que foi um ótimo presente de aniversário perceber que a minha vida se separou por completo da dela. Percebo que não me importa mais querer saber o que ela pensa ou como vive; não me importo mais se ela vai ler o que foi escrito ou se vão contar para ela; não sinto mais a necessidade de escrever calculando qual será a reação dela, ou tentando eliminar algum detalhe que ainda fosse relacionado a um traço dela que estivesse envolvido em minha vida. Percebo que isso não faz mais parte do meu presente, é passado, somente isso, passado.
Não nego que estive evitando o contato ao máximo. Acho que foi por insegurança, medo de ter alguma recaÃda de tristeza, ou tentativa de apagar qualquer lembrança. Mas hoje vi que já estou livre deste receio e algum distanciamento talvez esteja relacionado a outros motivos.
Resumindo, em relação a ela, sinto-me apenas como detentor de boas (e más) lembranças, mas sem qualquer outra herança em meu ser que não sejam lembranças. Os traços dela que estava misturados em minha vida não mais estão presentes em mim e, o melhor, é que não tive o menor esboço de interesse para saber se os meus traços ainda continuam nela; isto simplesmente não é mais do meu interesse.
Após reler tudo o que escrevi, posso concluir este post, sentindo-me extremamente feliz e ansioso pelo que tenho que fazer amanhã. Mas isso já é tema para uma outra história...
sugestão de música: Norah Jones e Dido, em geral (it couldn´t be smoother).

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