Ainda bem que tenho olhos!
Prezadas leitoras,
viva essa sociedade opressora que determina o valor das pessoas pela beleza! Viva o culto a imagem! Viva a visão, que torna tudo isso possível!
Nem pense em se revoltar contra essas frases; isso seria, no mínimo, hipocrisia. Realmente nunca tinha me passado pela cabeça o quão bom é esta adoração pelo "padrão" do Belo (Não! Não é o pagodeiro! Quero dizer beleza, porque o homônimo só tem isso na alcunha). Um dia, então, num encontro casual, vi como essa "adoração vã" faz bem as pessoas: Parei, disse "oi" e percebi que o que meus olhos viam não estava neste padrão, mas, mesmo assim eu me sentia muito bem. Era ótimo VER que meu cérebro se enganara e que aquilo na minha frente nada tinha a ver com o que estava guardado na memória. Se parecia belo antes, agora estava meio distorcido, estranho... definitivamente não parecia com a vaga lembrança visual anteriormente atrelada ao nome.
Foi bom falar, ouvir e depois ir embora com uma sensação de alívio (e um leve sorriso no rosto), tendo plena certeza de que o engano não estave neste encontro casual, mas na memória anterior. Isto foi como ver duas fotos, uma bela e outra não: o otimista poderia pensar que a foto bonita é a que conta, inventando milhões de desculpas para que a segunda não tivesse sido tão boa assim... o pessimista faria o inverso, criando milhares de raciocínios para justificar o fato de a segunda foto não ter sido tão ruím.
Bom, o economista que vos escreve é feliz de ter ficado em cima do muro e escolhido uma postura "centro-otimista" : primeiro agiu de forma otimista, movido pelo interesse próprio (viva Adam Smith!); realizou um pouco de lucros no investimento feito e decidiu não modificar a carteira de ativos. Porém, com a volatilidade do mercado, foi forçado a rever essa carteira... Meio decepcionado nesse processo, se deslocou um pouco do otimismo e voltou a observar a informação disponível de forma realista: para a sua surpresa, o agito no mercado tinha sido bom! Mostrou o quanto aquele investimento estava longe da rentabilidade esperada. Bastava olhar! se os números talvez parecessem interessantes, qualquer dispositivo gráfico mostrava que até caderneta de poupança era mais interessante...
Nesse momento, olho para cima e (mesmo não acreditando) digo: "Graças a Deus eu tenho olhos!"
Acho que já está bom,
qualquer outro dia, volto com outro assunto.
PS: é com orgulho que venho anunciar o fantástico ritmo de crescimento no número de leitores deste blog nos últimos 6 meses: 80%, passando de 2,5 para 4,5 leitoras! ah, há também um ser que não soube qualificar. portanto não será enquadrado nas estatísticas.
PS2: não tenha vergonha, deixe um nome no seu post; prometo não ser rude ao encontrar caso encontre o dono de comentários na universidade.

<< Home