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vai, vem, vai, vem...

E há de chegar o dia em que olharei para estes textos e direi a plenos pulmões: Puta merda! Que coisa ridícula! Será que vai ser amanhã ou foi ontem e não percebi?

quinta-feira, março 29, 2007

eu também vou reclamar

Prezadas Leitoras,

desânimo... completa e absoluta falta de vontade de cumprir com as responsabilidades, que atualmente não são muitas, mas existem. A falta de animação começa ao acordar, lembrando que faltam 40 minutos para sair de casa, pegar 1 hora de trânsito e chegar 1:30 antes da aula, apenas para ter onde estacionar. Lembrar que o lugar é um buraco, com pombos cagando o carro todo, que não tem uma sala aberta, que o calor é infernal e que os professores vão atrasar, ou simplesmente não aparecer.

Depois vêm as aulas intermináveis, que servem apenas para indicar o quanto falta estudar em casa para aprender aquilo, pois na sala é que nada faz o menor sentido. Quando o massacre termina, falta retornar para casa. Dependendo do dia, pode ser apenas 40 minutos de direção, ou 1:20 de pé no ônibus. Não apenas de pé, mas enlatado, refém da única linha que passa em frente ao meu logradouro.

Além disto, há um certo cansaço de dar murros em ponta de faca. Parece que existem verdades que não entram na cabeça das pessoas, e a injustiça não parece ter data para ser resolvida. Isso cansa bastante, todas as tentativas de demonstrar algo parecem ter sido em vão.

Mais dúvidas ficam passeando pela cabeça. Não convém explicitá-las, mas o fato é que acabam com a pouca concentração que resta nos momentos sem cansaço.

As únicas atividades que são feitas com bastante entusiasmo são as que acabam cansando ainda mais: Correr e Krav Magá, alternados, de segunda a sábado.

Como já fora dito antes, são poucos problemas, mas ainda não bem ajustados para alguém que passou o último anos em casa estudando. Não havia tanto desperdício de tempo atrás do volante, o trânsito era menor e nada de ficar surfando no ônibus. Acordar cedo, mas apenas quando estivesse descansado, para que tudo rendesse ao máximo. Definitivamente esta não é a atual situação, provavelmente sendo a grande causa do estresse.

Acabo de ser lembrado que outro fator do mau-humor é não estar nem um pouco disposto a ser vencido pelo curso do mestrado, mesmo que não seja dispensável na atual situação. Não... ser vencido por notas, inaceitável.

Parece que não tem jeito. Algum momento eu descubro uma forma de amenizar o problema de logística. Aí então tudo pode ficar menos chato, cansativo e conseqüentemente irritante.

Está bom por hoje. E sem revisão no post... perdoem as incoerências e erros de digitação mas estou com sono.

Música: Rauuuuul...

Eu Também Vou Reclamar

Raul Seixas

Composição: Raul Seixas - Paulo Coelho

Mas é que se agora
Pra fazer sucesso, pra vender disco
de protesto
Todo mundo tem que reclamar
Eu vou tirar meu pé da estrada
E vou entrar também nessa jogada
E vamos ver agora que é que vai aguentar
Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro
Mas se todos gostam eu vou voltar
Estou trancado aqui no quarto
De pijama porque tem visita estranha
na sala
Aí, eu pego e passo a vista no jornal
Um piloto rouba um "mig"
Gelo em Marte, diz a viking
Mas no entanto não há galinha em
meu quintal
Compro móveis estofados
Me aposento com saúde
Pela assistência social
Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer
Entro com a garrafa de bebida enrustida
Porque minha mulher não pode ver
Ligo o rádio e ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo que eu quero descer
Olhos os livros na minha estante
Que nada dizem de importante
Servem só pra quem não sabe ler
E a empregada me bate à porta
Me explicando que está toda torta
E já que não sabe o que vai dar pra mim comer
Falam em nuvens passageiras
Mandam ver qualquer besteira
E eu não tenho nada pra escolher
Apesar dessa voz chata e renitente
Eu não "tô" aqui aqui pra me queixar
E nem sou apenas o cantor
Que eu já passei por Elvis Presley, imitei
Mr. Bob Dylan
Eu já cansei de ver o sol se pôr
Agora eu sou apenas um latino-americano
Que não tem cheiro nem sabor
E as perguntas continuam
Sempre as mesmas, quem eu sou
De onde eu venho
Aonde onde eu vou dar
E todo mundo explica tudo
Como a luz acende como um avião
pode voar
Ao meu lado um dicionário
Cheio de palavras
Que eu sei que nunca vou usar
Mas agora eu também resolvi
Dar uma queixadinha
Porque eu sou um rapaz
Latino-americano que também sabe se
lamentar
E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira disso tudo
Que eu quero chegar
E fim de papo

segunda-feira, março 26, 2007

Parabéns pelo seu dia!

Prezadas leitoras,

este não é um post de auto-ajuda! Provavelmente será o texto a ser escrito com a maior motivação das últimas semanas. Não trata de nada sério, problemático ou reflexão pessoal. Apenas observações que tiveram início ao examinar uma agenda, enquanto aguardava ansiosamente pelo massacre na aula de estatística.

Eis que numa página aleatória surge uma tabela com todas as datas comemorativas do ano, separadas mês a mês. Lógicamente isto atiçou o lado curioso deste que vos escreve e teve início a leitura. São aproximadamente 210 datas, algumas com mais de um homenageado por dia, obviamente um injustiça, que deveria ser combatida pelo governo Lula. Como alguns podem ter dias exclusivos enquanto outros são forçados a dividir a data com até 4 outros motivos de comemoração? Clara injustiça! Deveriam criar um Ministério, ou pelo menos uma Secretaria para tentar resolver este grave problema. Como será que se sentem no dia 22 de abril seus homenageados: O Planeta Terra, O descobrimento do Brasil, A Força Aérea Brasileira e A Comunidade Luso-Brasileira?

Enquanto lia, fui separando algumas pérolas que merecem destaque:

04/jan - Dia da Abreugrafia. Sabe o que é isso? após rápida pesquisa no google posso informá-las que trata-se de "um aparelho que revolucionou o diagnóstico e tratamento da tuberculose, através de um método de diagnóstico coletivo." . Vai dizer que conhecia?

13/maio - Dia do Automóvel. Ok, numa sociedade que depende visceralmente da capacidade de se deslocar diariamente, é razoável tal data. Mais justificada pelo apego existente entre proprietários e seus veículos. Paixão essa tão grande que o dia seguinte já é seu complemento:

14/maio - Dia do Seguro. Não precisa de comentários, pq ele "(...) morreu de velho".

24/maio - Dia do Vestibulando. Isso deve ter sido alguma jogada de marketing da Gama Filho, querendo fazer mais uma festa pra caçar alunos num evento com música, skates, pegação, tudo aquilo que se espera encontrar numa universidade.

7/junho - Dia da Liberdade de Imprensa. O Governo determinou que todos os meios de comunicação devem veicular uma nota informando sua satifação com a homenagem.

14/julho - Dia Mundial da Liberdade. Outra data um tanto incoerente de ser celebrada.

15/agosto - Dia dos Solteiro. Foi sugestão de quem? Jesse Valadão, Casanova, Lord Byron ou Aécio Neves?!

20/agosto - Dia do Vizinho. Essa certamente foi uma invenção puramente comercial que não deu certo, ainda mais se são os pais daquelas malditas criancinhas que não param de berrar a P@#$#@%@%$ do dia inteiro seus vizinhos. Mas se tivesse funcionado venderia mais do que o natal. Como a relação é exponencial poderia levar famílias inteiras a falência caso morassem em um condomínio.

25/setembro - Dia do Trânsito. Só mesmo um espírito de porco da CET-RIO poderia ter uma idéia destas. Uhuuuu, eu estou parado há 2 horas. O cara fechou o cruzamento! Vou até dar uma buzinadinha pra comemorar! Definitivamente não é um dia propriamente a ser comemorado.

4/outubro - Dia dos Animais / Dia da Anistia. Os "companheiros" da Constituição de 1988 certamente diriam que foi uma última alfinetada da Ditadura, que tentou de maneira infame, igualar os que lutaram no Araguaia com as capivaras. Coitados desses simpáticos roedores.

16/outubro - Dia do Instrutor de auto-escola. Essa data realmente merece aplausos. Não sei de que mente saiu, mas é merecida. A pessoa é quase um suicida, que ganha a vida andando de carro com alguém que NÃO sabe dirigir!

22/outubro - Dia do Para-Quedista. Aparentemente nada demais, se não fosse o dia que seguinte.

23/outubro - Dia da Aviação. Muita coincidência, não? Mas faz sentido, afinal: voa, é mais pesado que o ar e ainda existe uma lei que não foi revogada: aquela tal da gravidade.


28/outubro - Dia do Funcionário Público. Mas só até ao meio dia. Se aparecer para comemorar.

28/novembro - Dia do soldado desconhecido. O problema é que ninguém nunca apareceu para receber a devida homenagem. Ou, se veio, ninguém reconheceu.

09/dezembor - Dia do Alcoólatra Recuperado. É um dia meio infame, porque sempre tem algum homenageado que acaba saindo para tomar uma e comemorar.

31/dezembro - Dia da Esperança. Culpa da Pandora. É só olhar o final do calendário para achar que um número diferente no cheque vai resolver tudo num passe de mágica.


Existem outros exemplos, mas chega por hoje. Agora vou acabar de escrever uma carta para a leitora que não acredita em mim.

Música: Nada mais propício que Ultraje aRigor...

Inútil - Ultraje a Rigor

A gente não sabemos escolher presidente
A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar

Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!

A gente faz música e não consegue gravar
A gente escreve livro e não consegue publicar
A gente escreve peça e não consegue encenar
A gente joga bola e não consegue ganhar

Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!
Inútil!
A gente somos inútil!

domingo, março 25, 2007

Cumprindo tabela

Desoladas Leitoras,

hoje não há tema ou qualquer outra coisa a ser mencionada. Trata-se apenas de cumprir tabela, ou seja, umas palavrinhas soltas para tentar manter alguma regularidade de um post a cada dois dias. Talvez isso não dure muito, mas serve para incentivar alguma mudança nesta verde página. Se possível no tema, pois os últimos estão muito batidos. Política e economia, quem sabe?

Contudo cabe deixar clara a minha indignação com o Souza, que foi incapaz de partir a canela do Romário e por fim nesta palhaçada de gol mil. O Flamengo perdeu, é fato, mas como já dizia Polyana, "poderia ter sido pior": poderia ter perdido com dois gols de Romário. Não é o melhor dos mundos mas já garante alguma satisfação.

Como os ponteiros do relógio continuam a girar, é chegada a hora de por fim a esta enrolação.

Música: Uma das mais irritantes que ouvi, mas de qualidade...

Mosca na sopa - Raul Seixas

http://raul-seixas.letras.terra.com.br/letras/48320/

sexta-feira, março 23, 2007

Tem certeza?

Estimadas leitoras,

devido ao extremo cansaço causado por um dia inteiro numa universidade federal e mais uns 1,5 l de chope, não há vontade para escrever mais do que algumas linhas neste blogguer. As idéias até podem existir, mas estão latentes em algum canto do cérebro, talvez com medo de se revelar, temendo ser deixadas de lado, por repetirem sobre temas passados. Talvez sejam ousadas demais, para serem desenvolvidas aqui. Ou talvez eu esteja apenas enrolando vocês, curiosas leitoras, ao dar alguma esperança a qual vocês se apegam de imediato.

Acaba de vir a auto-iluminação (ou seria uma lâmpada que queimou?) sobre o tema de hoje: falsas esperanças. Será que elas existem mesmo? Ou seria essa pergunta uma tentativa clara de criar falsa esperança sobre o tema, buscando acreditar que algo ainda possa ser feito? Respondido. Agora basta escolher o seu lado: se enganar ou não? Quem sabe você esteja enganada ao acreditar que está se enganando e o que outrofa foi apenas esperança seja realidade. Ou não... ou não... ou não.

Talvez isto seja uma opção frustrada ao conformismo. Mas, certamente é uma forma de lutar, mesmo que em desvantagem, pois não há conhecimento das informações na cabeça da outra parte. Talvez a luta já esteja perdida, mas como se pode ter certeza de que algo é realmente imutável? Não está sendo discutido o caso da morte, mas apenas frivolidades, também conhecidas como relações interpessoais. Não seria esse um motivo para continuar resistindo? Sim. Não. Talvez...

Quem garante que são realmente falsas? E por que apenas esperança? Também há ação, muita para falar a verdade, pois não cabe apenas esperar ou rezar, ou acreditar, ou seja lá o que for feito de forma passiva (não, isso não). tem que ser ativo (se bem que depende da opinião de cada um... ou uma, estimada leitora).

Creio que já tenha uma opinião formada sobre o assunto. Nada mais precisa ser escrito. Não chamaria de falsa-esperança, mas de "persistência justificada". Persistência dispensa comentários; Justificada, pois é ponderada por valores individuais sobre o que e até quando vale a pena tentar.

Talvez tudo mude no caminho, mas essa é a graça. Já aconteceu várias vezes... um esbarrão, ou uma ligação num dia de mau humor foram decisivas para grandes mudanças. O planejamento só continuará válido até dar certo ou até algo não planejado acontecer. E chega por hoje.

Música: uma que não tem motivo para ser tocada, mas que muito agradaria se tivesse.

Shakira - Ciega, sordomuda

Se me acaba el argumento
y la metodología
cada vez que se aparece frente a mí
tu anatomia
por que este amor ya no entiende
de consejos, ni razones
se alimenta de pretextos
y le faltan pantalones
este amor no me permite
estar en pie
porque ya hasta me há quebrado
los talones
y aunque me levante volveré a caer
si te acercas nada es útil
para esta inútil
coro/chorus:

bruta, ciega, sordomuda,
torpe, traste, testaruda,
es todo lo que he sido
por ti me he convertido
en una cosa que no hace
otra cosa más que amarte
pienso en ti día y noche
y no se como olvidarte

cuántas veces he intentado
enterrarte en mi memoria
y aunque diga ya no más
es otra vez la misma historia
porque este amor siempre sabe
hacerme respirar profundo
ya me trae por la izquierda
y de pelea com el mundo
si pudiera exorcizarme de tu voz
si pudiera escaparme de tu nombre
si pudiera arrancarme el corazón
y esconderme para no sentirme nuevamente

coro/chorus

ojerosa, flaca, fea, desgreñada,
torpe, tonta, lenta, necia, desquiciada,
completamente descontrolada
tu te das cuenta y no me dices nada
ves que se me há vuelto
la cabeza un nido
donde solamente tu tienes asilo
y no me escuchas lo que te digo
mira bien lo que vas a hacer conmigo




quarta-feira, março 21, 2007

O longo ano de 2006 e as águas de março

Desocupadas leitoras,

as estatísticas não mentem (quer dizer, a rigor, sempre podem ser manipuladas... mas isso não vem ao caso): existem muitas pessoas acessando freqüentemente esta abandonada página. Possivelmente por causa de um post que levou a outros, formando uma pequena novela. Diria uma mini série, ou, quem sabe, um filme. É... pelo tempo que levou, está mais para um filme... meio água com açúcar, mas sem final de céu estrelado. Como existem continuações, até filmes podem ser mais longos do que parecem, mas não é este o assunto de hoje e provavelmente não será dos próximos dias também.

Já vai embora? Calma, a diversão não termina aí. O assunto realmente não será mais de situações mal-resolvidas e, para ser franco, o tema versará sobre sua antítese. É a conclusão de um longo processo (seletivo) iniciado no fim do carnaval passado. Final feliz. Desculpem, não tem a mesma graça aos vossos olhos, mas estas linhas não são escritas apenas para refletir melhor sobre os problemas. Seria uma distorção da realidade, pois se a vida fosse só de problemas não faria o menor sentido continuar respirando (a menos é claro que sua religião seja a católica: neste caso ainda poso consolá-las com o fato de que atingirão o Reino dos Céus com glória ainda maior). Porém, como bom ateu e hedonista, é o lado feliz que mantém meu nariz (com um leve desvio de septo) tentando puxar o ar de todo dia.

O que era para ser o presente de aniversário um dia adiantado, veio quase dentro de um ovo de páscoa. Mas veio. Um alívio, fim do estresse e do pensamento diário sobre o tema:

- vai ter? quando?
- o que estudar?Ah, isso nunca vai entrar na minha cabeça!
- caramba! é divertido pra caramba!
- faz sentido. sei, sei.
- adiaram. bom, mais tempo.
- A prova é lá mesmo?
- será que vai?
- não foi... vai ter outra...
- foi?!
- e agora? documentos. Mas falta um! não falta mais!
- bóia, desgraçado!
- exames? falta um. acabou de chegar. todos aqui.
- doença? nenhuma.
- ainda falta outra... mas é diferente de zero.
- diferente de zero...
- esse curso? lovely.
- adiaram?! ok. mais tempo para estudar.
- estudando? deveria.
- relaxa, eu sei subir a escada.
- estudando? mais ou menos.
- é hoje! espera... espera... minha vez.
- relaxa. putz, onde está essa bosta? fudeu.
- ah. foda-se. é só um joguinho.
- tudo isso?! mais que satisfeito.
- eu espero... vou estudar.
- mestre? se der tempo.


Engraçado. Gostei deste resumo parcial de um ano e 2 meses apenas com perguntas e respostas. Talvez não faça o menor sentido para vossas habilidosas mentes, mas alegra meus pobres neurônios.

Obviamente, todos os fatos não relacionados ao assunto foram negligenciados. Observando com mais atenção até pessoas que foram relevantes estão de fora, mas não porque tenham menor importância, pois foram decisivas para ter estabilidade e permitir que aquele ano tenha acumulado mais horas de estudo do que durante a faculdade inteira. Apenas por necessidade de alguma concisão. Agora é só esperar. Não... esperar nada, seria desperdício de vida. Ainda existe muita coisa a ser feita antes de seguir para o norte.

Algumas mal-resolvidas, outras não-resolvidas. No momento, a melhor escolha seria seguir a sabedoria popular e correr para um cassino, pois a sorte parece estar toda no jogo. Mas isso muda... plageando a petrobras : "o desafio é nossa energia". (ok, não houve como resistir ao tema mais freqüente deste blogger). "divirta-se".

De mais, fica apenas a felicidade em poder ver o mestrado como um verdadeiro passatempo acadêmico. Uma diversão bastante puxada, mas que vai ajudar a retardar o "emburrecimento precoce".

Faltava apenas um título, mas agora, ouvindo "um pouco sozinho" com Tom e Elis cantando, veio a frase exata: São as águas de março que fecham este longo ano de 2006. Mesmo que as tais águas não tenham vindo este ano.


Música: uma muito legal do Arnaldo Antunes

Poder - Arnaldo Antunes

Pode ser loucura, pode ser razão
Pode ser sim, pode ser não
Pode ser maria, pode ser joão
Pode ser carro, pode ser avião
Pode ser saúde, pode ser educação
Pode ser porta, pode ser portão
Pode ser amor, pode ser prisão
Pode ser drama, pode ser pastelão
Pode ser laranja, pode ser limão
Pode ser bíblia, pode ser alcorão
Pode ser inverno, pode ser verão
Pode ser pé, pode ser mão
Pode ser nevoeiro, pode ser poluição
Pode ser samba, pode ser baião
Pode ser são jorge, pode ser dragão
Pode ser circo, pode ser pão

Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

Pode ser purê, pode ser pirão
Pode ser rei, pode ser peão
Pode ser chapeuzinho, pode ser lobão
Pode ser raio, pode ser trovão
Pode ser sujeira, pode ser sabão
Pode ser seda, pode ser algodão
Pode ser bermuda, pode ser calção
Pode ser beijo, pode ser chupão
Pode ser reforma, pode ser revolução
Pode ser creme, pode ser loção
Pode ser conselho, pode ser lição
Pode ser gato, pode ser cão
Pode ser fila, pode ser procissão
Pode ser eva, pode ser adão
Pode ser madeira, pode ser carvão
Pode ser antes, pode ser então

Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

Pode ser guitarra, pode ser violão
Pode ser brocha, pode ser garanhão
Pode ser trepada, pode ser masturbação
Pode ser cama, pode ser chão
Pode ser visita, pode ser invasão
Pode ser regra, pode ser exceção
Pode ser tristeza, pode ser preocupação
Pode ser marte, pode ser plutão
Pode ser xadrez, pode ser gamão
Pode ser sério, pode ser gozação
Pode ser solteiro, pode ser sultão
Pode ser papo, pode ser discussão
Pode ser progresso, pode ser recessão
Pode ser bolsa, pode ser pregão
Pode ser favela, pode ser mansão
Pode ser fim, pode ser introdução

Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

Pode ser cinema, pode ser televisão
Pode ser cara, pode ser coração
Pode ser mentira, pode ser plantão
Pode ser hobby, pode ser profissão
Pode ser país, pode ser nação
Pode ser santos, pode ser cubatão
Pode ser palpite, pode ser dedução
Pode ser cópia, pode ser invenção
Pode ser cagaço, pode ser precaução
Pode ser frango, pode ser faisão
Pode ser arroz, pode ser feijão
Pode ser juros, pode ser inflação
Pode ser incompetência, pode ser distração
Pode ser águia, pode ser gavião
Pode ser mocinho, pode ser vilão
Pode ser um, pode ser milhão

Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

Pode ser problema, pode ser solução
Pode ser pobre, pode ser barão
Pode ser biriba, pode ser balão
Pode ser bela, pode ser canhão
Pode ser anágua, pode ser combinação
Pode ser bagre, pode ser salmão
Pode ser geladeira, pode ser fogão
Pode ser pai, pode ser patrão
Pode ser acaso, pode ser intenção
Pode ser pico, pode ser injeção
Pode ser hotel, pode ser pensão
Pode ser arte, pode ser borrão
Pode ser doente, pode ser são
Pode ser áries, pode ser escorpião
Pode ser inteiro, pode ser fração
Pode ser tudo, pode ser tão

Só não sei porque
Eu e você
Não pode não

segunda-feira, março 19, 2007

Em rumo à iluminação

Estimadas leitoras,

voltando ao nível normal de racionalidade, perdido por alguns dias, as mensagens e conclusões ficam mais claras. É lógico que análises ex-post são muito mais simples, os dados já estão jogados na mesa, bastando apenas arrumar uma explicação plausível para o que aconteceu. Não obstante, podem surgir explicações alternativas para a mesma ocorrência, mas como o autor deste blogger é um apenas ficarei como Keynes... somente umas duas explicações para uma dada ocorrência.

A primeira é bem óbvia: um erro diferente. Afinal, isto é sempre possível, o problema, porém, estaria em repetir as mesmas besteiras, como, por exemplo, sair e se negar a tentar dançar funk (sim... isso aconteceu, mas era um processo que já vinha se desenvolvendo ao longo de muitos meses).

O erro foi cair na minha própria armadilha: pensar mais do que deveria. Quem deveria ser o elo maduro acabou agindo como o adolescente: insistiu além do que era o recomendado no momento. Um simples esquecimento das primeiras aulas de medicina : "cada paciente é diferente do outro, não tente generalizar o tratamento sem conhecer bem". Faltou paciência, controle da tal afobação, para entender melhor o contexto, ler mais umas páginas do manual.

Não teve erro algum além da afobação. Algo a ser trabalhado melhor (erros diferentes, se lembra?). Piadas de duplo sentido continuarão a ser ditas (por que iria mudar uma qualidade?!). Erros de interpretação são problema de quem as ouve. No caso, precipitaram, por ora, a continuidade do processo. Mas se não fosse por isso é certo que haveria alguma outra causa, provavelmente relacionada a impaciência, responsável pelo mesmo afastamento.

Alguma segunda explicação ainda não me veio a cabeça, mas vale deixar claro que esta é apenas uma versão de um dos lados da história. O outro lado também tem sua parcela de erros (provavelmente baixas notas em interpretação e redação), ou características que complicam a situação. Mas isso não fará parte da minha interpretação. Deixo a cabo da pessoa envolvida.

Chega desse assunto por enquanto. A reflexão já foi feita, um passo a mais foi dado em direção à iluminação. Infelizmente não ajudam muito, visto que é um ateu o vosso redator.

Outro fato, racionalmete falando, infinitamente mais importante, é o resultado da "grande prova" na quarta-feira. Algo tenso, que vai representar o fim de um ciclo que começou no carnaval de 2006. Dando certo, o mestrado passará a ser visto como um grande passatempo acadêmico. Realmente algo almejado. O único contratempo será imaginar o Rio como uma cidade a, pelo menos, 8 horas de viagem de avião, com escala obrigatória em Brasília. Mas será que isso realmente seria um problema...?

ao invés de uma música, hoje fica a sugestão de um poema de Drummond, sobre a pedra imaginária que surgiu no caminho: (e fica a sugestão de outra poesia do mesmo autor: "Boca".

NO MEIO DO CAMINHO
(Carlos Drummond de Andrade)

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra


domingo, março 18, 2007

Cartas a uma leitora, ou não?

Prezadas leitoras,

a completando a história meteórica, creio que o fim já esteja bem posicionado. Porém por um motivo alheio à minha vontade. Imaturidade. Eu sei, ainda é nova, ainda vai quebrar bastante a cara, mas age de forma imatura demais.

Mentiroso?! Não, posso ser qualificade por qualquer outro doce adjetivo... grosso, mau-humorado, calado... mas não por mentiroso. Sempre joguei limpo, e tenho a consciência tranqüila, mesmo quando outros diriam que estava fazendo papel de bobo. Mas sem sujeira.

Se há algum outro motivo por trás disso, não sei. Torço mesmo para que seja só imaturidade, pois ficaria muito decepcionado em saber que a promotora é a verdadeira ré. Para ser franco, já estou decepcionado. Conversas tão divertidas ao longo de uma semana terminam numa discussão sobre suposta falta de confiança. Que pegue o telefone, ligue e comprove. Mas se não o fizer é porque realmente guarda outro motivo e quer deixar minha consciência pesada com algo que não existiu nem existirá.

Também são inaceitáveis as histórias de que perdeu a confiança. Pode ter perdido a vontade. Não entro na hipótese de que não era para ser, porque seria ficar passivo demais antes aos fatos. Mas se for para acontecer algo, deverá vir acompanhado com um bilhete de desculpas.

sexta-feira, março 16, 2007

Cara, te apresento o chão.

Estimadas leitoras,

algo me diz que minha cara está acelerando vertiginosamente e indo de encontro ao chão. Se vai ter cola que resolva, não sei, mas parece que está sendo mais rápido do que o observado ou imaginado... resumindo, pule o "meio". Ao contrário do post anterior espero que as histórias não corram tão em paralelo, para que pelo menos a parte profissional se salve.

Não há nada mais que valha a pena ser dito. Só resta esperar por quarta para o primeiro resultado e deixar as coisas seguirem para confirmar o segundo, sem data certa (talvez até antes).

Complicado, muito complicado... deve ter vindo com as nuvens que fecharam o tempo hoje.

Música: Shakira, para animar um pouco este que vos escreve. Esquece, pula logo pra Evanescence... já estou ouvindo mesmo. A carapuça serve bem.

Evanescence - Call me when you´re sober
Don't cry to me!
If you loved me...
You would be here with me!
You want me?
Come find me!
Make up your mind!

Should I let you fall?
Lose it all?
So maybe you can remember yourself?
Can't keep believing
we're only deceiving ourselves
and I'm sick of the lie.
And you're too late!

Don't cry to me!
If you loved me...
You would be here with me!
You want me?
Come find me!
Make up your mind!

Couldn't take the blame,
Sick with shame,
Must be exhausting to lose your own game.

Selfishly hated,
No wonder you're jaded!
You can't play the victim this time...
And you're too late!

So Don't cry to me!
If you loved me?
You would be here with me!
You want me?
Come find me!
Make up your mind!

You never call me when you're sober...
You only want it cause it's over...
It's over!

How could I have burned paradise?
How could I? You were never mine!

So, don't cry to me!
If you loved me...
You would be here with me!
Don't lie to me!
Just get your things!
I've made up your mind!



quarta-feira, março 14, 2007

Um resumo bem ambíguo

Estimadas leitoras,

agora que a semana crucial chegou ao fim, torna-se possível fazer um balanço desta. Será de uma forma bem resumida, já que os dois principais eventos correram de forma bem semelhante. O primeiro e mais óbvio é o tal processo seletivo; Já o segundo assunto foi fruto de uma feliz coincidência: uma noite de sábado de ótimo humor e um belo sorriso.
Ambos tiveram uma longa semana de espera... sempre com vontade de concretizar, mas invariavelmente sendo detida pelas datas: provas não mudam os dias e vôos já são marcados com antecedência: é fato, não havia forma racional para mudá-los.
Embora com as dúvidas de sempre, ambos também parecem evoluir bem e coincidentemente terão mais uma etapa revelada pelo mesmo dia da semana que vem.

Coincidências... e um cara cansado demais para entrar em detalhes ou se prolongar no assunto. Ambos se resumem ao seguinte: muito bom caso realmente ocorram. Mas um passo de cada vez.

Música: Pode voltar com Norah Jones... Também pode ser Dido ou Diana Krall. Para falar a verdade voto por Diana Krall: é ligeiramente mais alegre.

quinta-feira, março 01, 2007

Mais cedo do que previsto

Caras leitoras,

Sun Tzu (numa dessas traduções para o português de milésima geração) já dizia que não se deve escrever uma carta com a cabeça quente. Portanto , é isso o que será feito. Nada hoje. Amanhã... talvez.


Ps: Já que o livro original foi traduzido por uma complexa cadeia línguas antes de chegar ao português, é bem provável que o conselho não seja bem o que interpretei... vamos a algumas alternativas:

"Não escreva uma carta comendo cachorro-quente" - faz sentido... vai que cai molho no papel!
"Não escreva uma carta com dor de dente" - é obvio. Vá ao dentista.
"Não escreva uma carta com o sol poente" - ou sua mãe nunca te disse que ler no escuro faz mal à vista?!

e a mais provável:
"Não escreva a carta com a cabeça! Demente!" - Porra, use as mãos! Sua besta!

Chega de devaneios.

Música: nada de Norah Jones... Não por enquanto.