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vai, vem, vai, vem...

E há de chegar o dia em que olharei para estes textos e direi a plenos pulmões: Puta merda! Que coisa ridícula! Será que vai ser amanhã ou foi ontem e não percebi?

segunda-feira, março 19, 2007

Em rumo à iluminação

Estimadas leitoras,

voltando ao nível normal de racionalidade, perdido por alguns dias, as mensagens e conclusões ficam mais claras. É lógico que análises ex-post são muito mais simples, os dados já estão jogados na mesa, bastando apenas arrumar uma explicação plausível para o que aconteceu. Não obstante, podem surgir explicações alternativas para a mesma ocorrência, mas como o autor deste blogger é um apenas ficarei como Keynes... somente umas duas explicações para uma dada ocorrência.

A primeira é bem óbvia: um erro diferente. Afinal, isto é sempre possível, o problema, porém, estaria em repetir as mesmas besteiras, como, por exemplo, sair e se negar a tentar dançar funk (sim... isso aconteceu, mas era um processo que já vinha se desenvolvendo ao longo de muitos meses).

O erro foi cair na minha própria armadilha: pensar mais do que deveria. Quem deveria ser o elo maduro acabou agindo como o adolescente: insistiu além do que era o recomendado no momento. Um simples esquecimento das primeiras aulas de medicina : "cada paciente é diferente do outro, não tente generalizar o tratamento sem conhecer bem". Faltou paciência, controle da tal afobação, para entender melhor o contexto, ler mais umas páginas do manual.

Não teve erro algum além da afobação. Algo a ser trabalhado melhor (erros diferentes, se lembra?). Piadas de duplo sentido continuarão a ser ditas (por que iria mudar uma qualidade?!). Erros de interpretação são problema de quem as ouve. No caso, precipitaram, por ora, a continuidade do processo. Mas se não fosse por isso é certo que haveria alguma outra causa, provavelmente relacionada a impaciência, responsável pelo mesmo afastamento.

Alguma segunda explicação ainda não me veio a cabeça, mas vale deixar claro que esta é apenas uma versão de um dos lados da história. O outro lado também tem sua parcela de erros (provavelmente baixas notas em interpretação e redação), ou características que complicam a situação. Mas isso não fará parte da minha interpretação. Deixo a cabo da pessoa envolvida.

Chega desse assunto por enquanto. A reflexão já foi feita, um passo a mais foi dado em direção à iluminação. Infelizmente não ajudam muito, visto que é um ateu o vosso redator.

Outro fato, racionalmete falando, infinitamente mais importante, é o resultado da "grande prova" na quarta-feira. Algo tenso, que vai representar o fim de um ciclo que começou no carnaval de 2006. Dando certo, o mestrado passará a ser visto como um grande passatempo acadêmico. Realmente algo almejado. O único contratempo será imaginar o Rio como uma cidade a, pelo menos, 8 horas de viagem de avião, com escala obrigatória em Brasília. Mas será que isso realmente seria um problema...?

ao invés de uma música, hoje fica a sugestão de um poema de Drummond, sobre a pedra imaginária que surgiu no caminho: (e fica a sugestão de outra poesia do mesmo autor: "Boca".

NO MEIO DO CAMINHO
(Carlos Drummond de Andrade)

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra