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vai, vem, vai, vem...

E há de chegar o dia em que olharei para estes textos e direi a plenos pulmões: Puta merda! Que coisa ridícula! Será que vai ser amanhã ou foi ontem e não percebi?

quinta-feira, março 29, 2007

eu também vou reclamar

Prezadas Leitoras,

desânimo... completa e absoluta falta de vontade de cumprir com as responsabilidades, que atualmente não são muitas, mas existem. A falta de animação começa ao acordar, lembrando que faltam 40 minutos para sair de casa, pegar 1 hora de trânsito e chegar 1:30 antes da aula, apenas para ter onde estacionar. Lembrar que o lugar é um buraco, com pombos cagando o carro todo, que não tem uma sala aberta, que o calor é infernal e que os professores vão atrasar, ou simplesmente não aparecer.

Depois vêm as aulas intermináveis, que servem apenas para indicar o quanto falta estudar em casa para aprender aquilo, pois na sala é que nada faz o menor sentido. Quando o massacre termina, falta retornar para casa. Dependendo do dia, pode ser apenas 40 minutos de direção, ou 1:20 de pé no ônibus. Não apenas de pé, mas enlatado, refém da única linha que passa em frente ao meu logradouro.

Além disto, há um certo cansaço de dar murros em ponta de faca. Parece que existem verdades que não entram na cabeça das pessoas, e a injustiça não parece ter data para ser resolvida. Isso cansa bastante, todas as tentativas de demonstrar algo parecem ter sido em vão.

Mais dúvidas ficam passeando pela cabeça. Não convém explicitá-las, mas o fato é que acabam com a pouca concentração que resta nos momentos sem cansaço.

As únicas atividades que são feitas com bastante entusiasmo são as que acabam cansando ainda mais: Correr e Krav Magá, alternados, de segunda a sábado.

Como já fora dito antes, são poucos problemas, mas ainda não bem ajustados para alguém que passou o último anos em casa estudando. Não havia tanto desperdício de tempo atrás do volante, o trânsito era menor e nada de ficar surfando no ônibus. Acordar cedo, mas apenas quando estivesse descansado, para que tudo rendesse ao máximo. Definitivamente esta não é a atual situação, provavelmente sendo a grande causa do estresse.

Acabo de ser lembrado que outro fator do mau-humor é não estar nem um pouco disposto a ser vencido pelo curso do mestrado, mesmo que não seja dispensável na atual situação. Não... ser vencido por notas, inaceitável.

Parece que não tem jeito. Algum momento eu descubro uma forma de amenizar o problema de logística. Aí então tudo pode ficar menos chato, cansativo e conseqüentemente irritante.

Está bom por hoje. E sem revisão no post... perdoem as incoerências e erros de digitação mas estou com sono.

Música: Rauuuuul...

Eu Também Vou Reclamar

Raul Seixas

Composição: Raul Seixas - Paulo Coelho

Mas é que se agora
Pra fazer sucesso, pra vender disco
de protesto
Todo mundo tem que reclamar
Eu vou tirar meu pé da estrada
E vou entrar também nessa jogada
E vamos ver agora que é que vai aguentar
Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro
Mas se todos gostam eu vou voltar
Estou trancado aqui no quarto
De pijama porque tem visita estranha
na sala
Aí, eu pego e passo a vista no jornal
Um piloto rouba um "mig"
Gelo em Marte, diz a viking
Mas no entanto não há galinha em
meu quintal
Compro móveis estofados
Me aposento com saúde
Pela assistência social
Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer
Entro com a garrafa de bebida enrustida
Porque minha mulher não pode ver
Ligo o rádio e ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo que eu quero descer
Olhos os livros na minha estante
Que nada dizem de importante
Servem só pra quem não sabe ler
E a empregada me bate à porta
Me explicando que está toda torta
E já que não sabe o que vai dar pra mim comer
Falam em nuvens passageiras
Mandam ver qualquer besteira
E eu não tenho nada pra escolher
Apesar dessa voz chata e renitente
Eu não "tô" aqui aqui pra me queixar
E nem sou apenas o cantor
Que eu já passei por Elvis Presley, imitei
Mr. Bob Dylan
Eu já cansei de ver o sol se pôr
Agora eu sou apenas um latino-americano
Que não tem cheiro nem sabor
E as perguntas continuam
Sempre as mesmas, quem eu sou
De onde eu venho
Aonde onde eu vou dar
E todo mundo explica tudo
Como a luz acende como um avião
pode voar
Ao meu lado um dicionário
Cheio de palavras
Que eu sei que nunca vou usar
Mas agora eu também resolvi
Dar uma queixadinha
Porque eu sou um rapaz
Latino-americano que também sabe se
lamentar
E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira disso tudo
Que eu quero chegar
E fim de papo